Preso suspeito de enviar cachorro morto para ex
Agentes da 44ª Delegacia de Polícia (Inhaúma) prenderam na manhã de hoje um homem suspeito de ameaçar sua ex-mulher. Alexandre Gentil dos Santos teria enviado uma bolsa com um cachorro morto, uma árvore de natal, um coração de boi e vários bilhetes com ameaças para a ex-companheira, na sexta-feira passada.
Segundo a polícia, a encomenda foi entregue por um motoboy. Logo após receber o material, a ex-mulher prestou queixa contra Santos.
quinta-feira, outubro 02, 2008

EUA: mulher vestida de vaca é presa por desordem
A americana Michelle Allen, 32 anos, foi condenada a 30 dias de prisão por desordem pública na cidade americana de Middletown, no Estado americano de Ohio, de acordo com o jornal New York Post.
Ela foi acusada de perseguir crianças e urinar na casa do vizinho. Michelle Allen estaria alterada por consumo de substâncias tóxicas no momento de sua prisão.
Ao ser presa, a funcionária de um parque temático local, fantasiada de vaca, ainda teria mandado um policial "chupar as suas tetas".
Furiosa, Allen teria ofendido vários policiais durante e depois de ter sido presa.
quinta-feira, julho 10, 2008
Mulher vende filha por R$ 15 para comprar crack em Porto Alegre
Uma mulher vendeu a filha por R$ 15 para comprar crack, em Porto Alegre. A denúncia chegou ao Conselho Tutelar no final da tarde desta quinta-feira. Uma moradora da Vila Areia, no bairro Navegantes, ofereceu a filha de um mês de idade para traficantes em troca de R$ 5 em crack.
Ao tomar conhecimento da situação, outra mulher ofereceu R$ 15 à mãe da criança para evitar que o bebê fosse parar nas mãos de traficantes. A criança está no Conselho Tutelar aguardando vaga em um abrigo. A mulher que vendeu a filha é procurada pela polícia.
Uma mulher vendeu a filha por R$ 15 para comprar crack, em Porto Alegre. A denúncia chegou ao Conselho Tutelar no final da tarde desta quinta-feira. Uma moradora da Vila Areia, no bairro Navegantes, ofereceu a filha de um mês de idade para traficantes em troca de R$ 5 em crack.
Ao tomar conhecimento da situação, outra mulher ofereceu R$ 15 à mãe da criança para evitar que o bebê fosse parar nas mãos de traficantes. A criança está no Conselho Tutelar aguardando vaga em um abrigo. A mulher que vendeu a filha é procurada pela polícia.
quarta-feira, maio 28, 2008
Um homem foi preso após ligar 500 vezes em 16 meses para um número gratuito de uma companhia de comida em Tóquio.
Ele fica excitado com a voz da mulher que fez a mensagem automática, segundo a agência Reuters.
O japonês de 38 anos foi preso no último fim de semana após 3,1 mil horas de ligações para a companhia, o que causou um prejuízo aproximado de R$ 64 mil, segundo a polícia. Ele ficava excitado com a voz na gravação, de acordo com os oficiais.
O nome do homem foi mantido em sigilo. A polícia investiga se ele fazia ligações excessivas para outras companhias.
sábado, novembro 15, 2003
As perfurações foram profundas e diversas e com os poucos recursos disponíveis a Jerry, qualquer atendimento mais especializado estava fora de cogitação. Foram alguns dias no hospital, algumas compressas e bandagens e um par de óculos escuros baratos na saída do hospital. Ainda delirante prestou seu depoimento aos detetives e promotores que estavam envolvidos no caso, que espantaram-se com a serenidade apresentada pela vitima, que somente queria ter certeza de que Jackie estava bem e que nada lhe aconteceria. Ele tampouco estranhou o fato dela não ter vindo visitar-lhe atribuindo tal indiferença ao choque sofrido e seu frágil estado emocional.
Ralph por sua vez era somente nervos, preso em flagrante, as mãos sujas de sangue, a agressão ao policial que não tinha direito algum em tocá-lo, o cacetete abrindo um corte na têmpora, as algemas e a ligação desesperada para o papai. Quando o juiz que sofria de hemorróidas crônicas e que não agüentava mais estar sentado naquele tribunal decidindo o destino de vidas que lhe pareciam sem futuro negou fiança devido a gravidade do crime e a intolerável atitude e desrespeito do réu, que por sua vez pos-se a insultar o juiz tornando ainda pior a sua situação, Ralph chorou lágrimas de indignação e culpou seu pai e advogado por tamanha incompetência. Dois policiais tiveram de carregá-lo de volta a cadeia onde passaria mais uma noite sendo violentado durante toda a madrugada.
Contra a vontade da família, que gostaria de acabar com essa estória de uma vez por todas, Jackie tomou um táxi e foi visitar Ralph. Enquanto olhava indiferentemente pela janela do carro, pensava no quanto ainda queria a Ralph, pensava em como essa vizinhança era feia e diferente da sua, pensava em como deveria ter posto um baton diferente e como essa cor não combinava com a sua blusa. Não, ela não pensava que no outro lado da cidade, sentado em um sofá escutando rádio e aprendendo braile estava um jovem que começava a tomar consciência da injustiça que fora cometida contra ele.
Através de um grande vidro Jackie viu uma figura pálida e magra, com cabelos desgrenhados, barba por fazer e um andar estranho, com as pernas separadas, embora naquele momento ou em qualquer outro ela não viesse a entender o porque.
Também através do vidro ela não pode sentir o cheiro de vários dias sem banho que foram a única forma de evitar um contato ainda maior com o resto da comunidade carcerária que adorava tirar uma casquinha daquela doçura arrogante.
As conversas foram curtas, cheias de palavras como vingança, injustiça e reparação. Sobre advogados, suborno, juizes, bandidos, atentados. Sobre jóias, cofres, presentes, penhores. As conversas não eram sobre:
Amantes.
Doença.
Estupro.
Cansaço.
Desilusão.
Através de uma agência assistencial, Jerry tinha duas vezes por semana assistência médica e psicológica em uma clínica da cidade. Seu jeito simples e a situação em que chegara a sua condição logo lhe trouxeram uma estima geral por parte de todos os funcionários, gente simples, que atendia na periferia, não por opção mas por necessidade, que também tinham suas dificuldades em pagar as despesas, aluguel e bebida. Entre esses funcionários haviam dois que realmente não tinham muitos motivos para queixas. Os motoristas de ambulância. Funcionários dedicadíssimos, sempre os primeiros nas cenas dos acidentes, Bill e Matt eram o orgulho da instituição.
Óbvio que a instituição não sabia que havia uma certa competição do espólio entre a polícia e as ambulâncias. Quem chegasse primeiro levaria o relógio, as jóias, o dinheiro e algumas vezes até mesmo as roupas das vitimas. Coisa pouca, nada demais. A única diferença é que a ambulância possuía isopores.
Não, não vou explicar o motivo dos isopores agora. Se a curiosidade é tanta e o raciocínio pouco, siga lendo. Prometo que fará sentido no final.
Voltando a história, após dois abortos, três relacionamentos com homens casados e várias trocas de roupa, Jackie esperava por Ralph nos portões da penitenciária sete anos, oito meses e vinte sete dias após aquela fatídica tarde. Ainda eram jovens. Ainda tinham uma vida inteira. Ainda havia esperança.
Jerry ficou sabendo da libertação do primo através do pessoal da clínica que tentava algum tipo de choque para fazê-lo sair daquele estado depressivo. Durante todos os anos após o incidente, Jerry sempre fora cordial e educado com todos e era estimado por isso mas até mesmo o menos atento observador podia observar a nuvem de melancolia que pairava nos ombros do rapaz. Nossa vitima não tinha tanta forca de vontade quanto carisma e o alívio para suas constantes depressões foi encontrado na bebida. Cada vez mais os dias eram muito mais fáceis de suportar após alguns tragos em qualquer bar, em casa, chegando a ponto do pessoal da clínica manter uma certa vigilância nas garrafas de álcool do local após Jerry perguntar casualmente onde elas eram estocadas.
A vida de Ralph e Jackie também não estava fácil. Após a prisão do filho, o pai encantara-se com uma colega de classe do jovem que fora buscar informações sobre ele e acabara casando-se com ela. Percebendo claramente a fraqueza do velho, a adolescente abusara do direito de pedir jóias e presentes que lhe eram prontamente dados para depois de vendidos serem gastos em pó e na casa que estava construindo com o amante. Obviamente quando o filho retornou ao lar, encontrou um pai divorciado, pobre e com mais algumas doenças venéreas no currículo.
A vida de um ex-presidiário não e fácil. O mercado de trabalho era fechado e nosso anti-herói passou alguns anos vivendo de seguro desemprego, bebendo e dando alguns tapas em Jackie sempre que ela esquecia onde era o seu lugar.
Três anos seguiram-se dessa forma.com pouquíssimas variantes irrelevantes a essa nossa já longa e aborrecida estória.
Ralph estava prosperando vendendo drogas que conseguia com um ex-colega de cela. Jackie após passar por uma fase de dentes amarelos, rugas prematuras e vários cortes de cabelo mal sucedidos, estava aproveitando um pouco do novo estilo de vida que o marido lhe proporcionava. Jerry estava bebendo um litro de whisky, vodka, tequila, ou o que quer que fosse o mais barato no momento ao dia.
Jerry caiu.
Exames foram feitos.
Adeus fígado.
O sistema de transplantes é talvez uma das maiores crueldades humanas já cometidas. Obviamente temos o direito de que atendam aos nossos desejos e deixem nossos restos mortais apodrecerem em um caixão caríssimo embaixo da terra e que nem sempre os transplantes funcionam mas a maior crueldade está na simples existência dele por fazer com que pessoas que poderiam ser facilmente convencidas a aceitar seu destino são inundadas de esperança por uma possibilidade extremamente remota.
Nessa situação encontrava-se Jerry que; se já não sabia porque continuar vivendo após perder os olhos; após destruir o fígado esperava a morte em um estado depressivo gravíssimo.
Por dois anos Jerry esperou o doador compatível que nunca aparecia e torceu juntamente com todo o pessoal da clinica para que mais pessoas jovens e saudáveis morressem para que ele pudesse viver.
Bill e Matt (lembra deles, os motoristas de ambulância com o isopor?) assistiram a tudo isso e não se conformaram com a situação. A gota d’água foi ver Ralph passeando com seu carro novo, tendo Jackie ao seu lado e os anéis de ouro em seus dedos que quatorze anos antes seguraram uma caneta para furar os olhos do primo. Decidiram fazer algo que somente faziam por muito dinheiro gratuitamente em consideração ao amigo.
A operação foi simples. Dois dias de pesquisa, uma arma de grosso calibre e um tiro em cada um. Nada de morte dramática, últimas palavras, nada.
Uma batida na porta.
Uma bala na testa.
Jackie morreu.
Uma bala no rosto.
Ralph morreu.
Bisturi, gelo, luvas.
O tão falado isopor carregando um fígado novo para Jerry.
Que após a operação, pode viver sua vida miserável por mais alguns anos.
E que quando soube como fora salvo, chorou como chorara todos os dias pelos últimos quatorze anos.
Desta vez, de felicidade.
Ralph por sua vez era somente nervos, preso em flagrante, as mãos sujas de sangue, a agressão ao policial que não tinha direito algum em tocá-lo, o cacetete abrindo um corte na têmpora, as algemas e a ligação desesperada para o papai. Quando o juiz que sofria de hemorróidas crônicas e que não agüentava mais estar sentado naquele tribunal decidindo o destino de vidas que lhe pareciam sem futuro negou fiança devido a gravidade do crime e a intolerável atitude e desrespeito do réu, que por sua vez pos-se a insultar o juiz tornando ainda pior a sua situação, Ralph chorou lágrimas de indignação e culpou seu pai e advogado por tamanha incompetência. Dois policiais tiveram de carregá-lo de volta a cadeia onde passaria mais uma noite sendo violentado durante toda a madrugada.
Contra a vontade da família, que gostaria de acabar com essa estória de uma vez por todas, Jackie tomou um táxi e foi visitar Ralph. Enquanto olhava indiferentemente pela janela do carro, pensava no quanto ainda queria a Ralph, pensava em como essa vizinhança era feia e diferente da sua, pensava em como deveria ter posto um baton diferente e como essa cor não combinava com a sua blusa. Não, ela não pensava que no outro lado da cidade, sentado em um sofá escutando rádio e aprendendo braile estava um jovem que começava a tomar consciência da injustiça que fora cometida contra ele.
Através de um grande vidro Jackie viu uma figura pálida e magra, com cabelos desgrenhados, barba por fazer e um andar estranho, com as pernas separadas, embora naquele momento ou em qualquer outro ela não viesse a entender o porque.
Também através do vidro ela não pode sentir o cheiro de vários dias sem banho que foram a única forma de evitar um contato ainda maior com o resto da comunidade carcerária que adorava tirar uma casquinha daquela doçura arrogante.
As conversas foram curtas, cheias de palavras como vingança, injustiça e reparação. Sobre advogados, suborno, juizes, bandidos, atentados. Sobre jóias, cofres, presentes, penhores. As conversas não eram sobre:
Amantes.
Doença.
Estupro.
Cansaço.
Desilusão.
Através de uma agência assistencial, Jerry tinha duas vezes por semana assistência médica e psicológica em uma clínica da cidade. Seu jeito simples e a situação em que chegara a sua condição logo lhe trouxeram uma estima geral por parte de todos os funcionários, gente simples, que atendia na periferia, não por opção mas por necessidade, que também tinham suas dificuldades em pagar as despesas, aluguel e bebida. Entre esses funcionários haviam dois que realmente não tinham muitos motivos para queixas. Os motoristas de ambulância. Funcionários dedicadíssimos, sempre os primeiros nas cenas dos acidentes, Bill e Matt eram o orgulho da instituição.
Óbvio que a instituição não sabia que havia uma certa competição do espólio entre a polícia e as ambulâncias. Quem chegasse primeiro levaria o relógio, as jóias, o dinheiro e algumas vezes até mesmo as roupas das vitimas. Coisa pouca, nada demais. A única diferença é que a ambulância possuía isopores.
Não, não vou explicar o motivo dos isopores agora. Se a curiosidade é tanta e o raciocínio pouco, siga lendo. Prometo que fará sentido no final.
Voltando a história, após dois abortos, três relacionamentos com homens casados e várias trocas de roupa, Jackie esperava por Ralph nos portões da penitenciária sete anos, oito meses e vinte sete dias após aquela fatídica tarde. Ainda eram jovens. Ainda tinham uma vida inteira. Ainda havia esperança.
Jerry ficou sabendo da libertação do primo através do pessoal da clínica que tentava algum tipo de choque para fazê-lo sair daquele estado depressivo. Durante todos os anos após o incidente, Jerry sempre fora cordial e educado com todos e era estimado por isso mas até mesmo o menos atento observador podia observar a nuvem de melancolia que pairava nos ombros do rapaz. Nossa vitima não tinha tanta forca de vontade quanto carisma e o alívio para suas constantes depressões foi encontrado na bebida. Cada vez mais os dias eram muito mais fáceis de suportar após alguns tragos em qualquer bar, em casa, chegando a ponto do pessoal da clínica manter uma certa vigilância nas garrafas de álcool do local após Jerry perguntar casualmente onde elas eram estocadas.
A vida de Ralph e Jackie também não estava fácil. Após a prisão do filho, o pai encantara-se com uma colega de classe do jovem que fora buscar informações sobre ele e acabara casando-se com ela. Percebendo claramente a fraqueza do velho, a adolescente abusara do direito de pedir jóias e presentes que lhe eram prontamente dados para depois de vendidos serem gastos em pó e na casa que estava construindo com o amante. Obviamente quando o filho retornou ao lar, encontrou um pai divorciado, pobre e com mais algumas doenças venéreas no currículo.
A vida de um ex-presidiário não e fácil. O mercado de trabalho era fechado e nosso anti-herói passou alguns anos vivendo de seguro desemprego, bebendo e dando alguns tapas em Jackie sempre que ela esquecia onde era o seu lugar.
Três anos seguiram-se dessa forma.com pouquíssimas variantes irrelevantes a essa nossa já longa e aborrecida estória.
Ralph estava prosperando vendendo drogas que conseguia com um ex-colega de cela. Jackie após passar por uma fase de dentes amarelos, rugas prematuras e vários cortes de cabelo mal sucedidos, estava aproveitando um pouco do novo estilo de vida que o marido lhe proporcionava. Jerry estava bebendo um litro de whisky, vodka, tequila, ou o que quer que fosse o mais barato no momento ao dia.
Jerry caiu.
Exames foram feitos.
Adeus fígado.
O sistema de transplantes é talvez uma das maiores crueldades humanas já cometidas. Obviamente temos o direito de que atendam aos nossos desejos e deixem nossos restos mortais apodrecerem em um caixão caríssimo embaixo da terra e que nem sempre os transplantes funcionam mas a maior crueldade está na simples existência dele por fazer com que pessoas que poderiam ser facilmente convencidas a aceitar seu destino são inundadas de esperança por uma possibilidade extremamente remota.
Nessa situação encontrava-se Jerry que; se já não sabia porque continuar vivendo após perder os olhos; após destruir o fígado esperava a morte em um estado depressivo gravíssimo.
Por dois anos Jerry esperou o doador compatível que nunca aparecia e torceu juntamente com todo o pessoal da clinica para que mais pessoas jovens e saudáveis morressem para que ele pudesse viver.
Bill e Matt (lembra deles, os motoristas de ambulância com o isopor?) assistiram a tudo isso e não se conformaram com a situação. A gota d’água foi ver Ralph passeando com seu carro novo, tendo Jackie ao seu lado e os anéis de ouro em seus dedos que quatorze anos antes seguraram uma caneta para furar os olhos do primo. Decidiram fazer algo que somente faziam por muito dinheiro gratuitamente em consideração ao amigo.
A operação foi simples. Dois dias de pesquisa, uma arma de grosso calibre e um tiro em cada um. Nada de morte dramática, últimas palavras, nada.
Uma batida na porta.
Uma bala na testa.
Jackie morreu.
Uma bala no rosto.
Ralph morreu.
Bisturi, gelo, luvas.
O tão falado isopor carregando um fígado novo para Jerry.
Que após a operação, pode viver sua vida miserável por mais alguns anos.
E que quando soube como fora salvo, chorou como chorara todos os dias pelos últimos quatorze anos.
Desta vez, de felicidade.
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