Jerry chorou hoje. E ontem. E todos os dias desde que acordou no hospital quatorze anos atras. O motivo pelo qual Jerry chora so pode ser explicado retrocedendo no tempo e mencionando o nome de Ralph, o primo rico, o menino mimado,garanhao, abusador e esnobe. Ralph nao era rico pelos proprios meios. Seu pai era rico e mesmo assim somente apos ter enganado descaradamente o pai de Jerry a respeito dos negocios que ambos haviam herdado. Enquanto um tomava o onibus com sol e chuva para ir a escola publica onde era aluno exemplar, o outro passeava no carro que ganhara aos dezesseis anos e que o ajudava a conquistar o coracao das menininhas afetadas da escola elitista.
Jackie era a capita da equipe de cheeleaders, rica ate nao poder mais, vestia-se com as melhores roupas, tinha a pele alva e delicada, os cabelos macios e os labios doces, olhos azuis impossiveis de nao deixar qualquer um deslumbrado, onde quer que fosse o lugar onde passava todos paravam o que estavam fazendo para admira-la ate onde a visao pudesse alcancar e so depois de soltarem aquele suspiro de resignacao e agradecimento por terem tido a oportunidade de ver a tal anjo, voltar aos seus afazeres.
Jackie era namorada de Ralph. Nao que ele fosse apaixonado por ela, nem tivesse orgulho de ter tamanha beldade como parceira, aos olhos de Ralph, nada mais normal que ela estivesse com ele. Por isso mesmo, Ralph a traia e maltratava, ja lhe havia tirado a sagrada virgindade no banco traseiro de seu carro apos dois meses de namoro. Como era facil! E as fotos que convencera-a a tirar em seu quarto que agora estava vendendo aos amigos e inimigos eram somente outra forma de mostrar o poder que detinha sobre ela. Quando ela informou-lhe que nao poderia ir ao baile naquele final de semana porque suas notas em matematica estavam abaixo da media e seu pai havia-lhe proibido de sair, sua primeira reacao foi dar-lhe um tapa e lamentar sua burrice. Porem como queria fazer sexo naquela tarde e para isso precisava acalma-la lembou-se que seu primo ia muito bem na escola e que se ela nao se importasse com o seu cheiro de pobre, ele poderia dar-lhe algumas aulas particulares.
Apos abotoar as calcas, pulou no carro e dirigiu-se aos suburbios para a casa de Jerry que estava saindo para o seu emprego da tarde como padeiro. Nao cumprimentou-o. Somente disse que entrasse no carro, que era uma emergencia e que ele receberia a pior surra de sua vida se nao o fizesse. Quinze minutos apos entrar na casa de Jackie, Jerry nao conseguia coordenar seus pensamentos. Jamais havia visto tamanha beleza em sua maltratada vida. E apesar de ela tambem tratar-lo como um mero servical, ele sabia estar diante de sua musa e que a idolatraria pelo resto de seus dias.
As aulas foram rapidas e apesar das interrupcoes para conversas ao telefone e outras trivialidades inerentes a agitada vida de garota popular, Jackie conseguiu melhorar suas notas e ir ao baile onde divertiu-se com Ralph comentando a pobreza e falta de classe de Jerry que havia perdido seu emprego mas que ja nao importava-se com mais nada passando noites em claro escrevendo poemas e fazendo desenhos de sua amada,sem comer nem descansar, com dores do coracao e sonhos que julgava possiveis.
Tudo ia muito bem nesse ritmo ate o dia em que Jackie entrou na sala de aula e deparou-se com suas fotos intimas coladas ao quadro negro. Saiu imediatamente chorando e vendo os dedos apontando-lhe e rindo, a raiva crescendo proporcionalmente a vergonha ate o momento que chegou em casa e decidiu que era hora de vingar-se. Chamou a Jerry para que viesse consola-la naquela tarde porque estava muito triste e que gostaria de abrir seu coracao para ele. Enquanto esperava vestiu sua camisola de seda, perfumou-se e penteou os longos cabelos por inumeros minutos rindo consigo mesma, orgulhosa de sua engenhosidade.
Quando Jerry bateu a porta, disse-lhe que devia esperar por cinco minutos e chamou a Ralph que viesse agora mesmo, porque eles tinham algo muito importante a falar e que deixaria a porta aberta para que ele chegasse mais rapido. Com Jerry foi tudo muito facil:
Bastou aparecer em sua camisola para ver seus olhos arregalarem-se, sua boca entreabrir-se e mais pateticamente um volume subir-lhe nas calcas. Conversou com ele por tempo suficiente para que Ralph estivesse perto e entao prendeu a respiracao e comecou a beija-lo. Enquanto beijava, pensava que o seu gosto e cheiro eram tao diferentes e perguntava-se se todos os pobres eram assim. Apesar do nojo deixou-o continuar e quando suas maos tremulas tentaram baixar as alcas da sua camisola, encolheu os ombros para facilitar-lhe o trabalho.
Ralph articulava uma desculpa enquanto dirigia freneticamente: as fotos haviam sido roubadas por um inescrupuloso colega que definitivamente tinha algo contra ela e que a culpa nao era sua se ela tratava tao mal as pessoas, talvez ela devesse rever suas atitudes. Chegou e foi direto ao quarto de onde escutava murmurros que lhe eram familiares mas nao conseguia entender o porque. Talvez ela estivesse excitada com o sexo de reconciliacao e resolvera comecar sem ele. Quando entrou e deparou-se com as nadegas alvas e magras de Jerry que subiam e desciam em ritmo alucinante nada alem de odio existia em seu corpo. Uma caneta ao lado do telefone foi a arma escolhida para ensinar a licao para aquele que nao sabia seu lugar. Entao ele tinha olhos para a sua namorada? Nao por muito tempo. Alguns socos e chutes, e o raquetico, desnutrido primo pobre jazia inconsciente ao chao. Jackie tinha esse sorriso enigmatico no rosto enquanto assistia o acesso de furia do seu amado que estava provando o quanto ainda a amava. Ate que a ponta da caneta perfurou o olho esquerdo. E o direito. Seus gritos foram ouvidos pelo quarteirao inteiro e despertaram a atencao de um vizinho que chamara a policia.
Continua...
segunda-feira, fevereiro 04, 2002
Nao existe destino. Fazemos da nossa existencia o que nos e capaz e se nao alcancamos sucesso devido a condicoes adversas e porque nao nos esforcamos proporcionalmente. E se fracassamos tendo tudo a nosso favor nao e destino e incompetencia.
Tommy matou um homem 23 anos atras. Nunca serviu pena pelo crime. Nunca esqueceu o rosto contorcido e a poca de sangue na calcada tampouco.
Mas vejamos o comeco: Tommy tem vinte e poucos anos e ja anda com as roupas sujas dia e noite porque esta trabalhando com demolicoes e nao vale a pena lavar as roupas se elas vao estar imundas em cinco minutos de trabalho e alem do mais o pessoal dessa taberna que ele frequenta diariamente gastando todo seu salario em bebida, cigarros, cartas, cavalos e prostitutas nao importa-se. Nao que ele tenha tanto dinheiro para satisfazer todos seus vicios na mesma noite, geralmente contenta-se com alcool e um baseado. Em uma noite como qualquer outra noite daquele ano Tommy fumou demais e bebeu demais e acordou em uma cama que nao era a sua. O rosto da mulher a sua frente que ainda dormia era estranho: a cabeca era quase do tamanho da sua mas os bracos e as maos eram como se fossem de um bebe. Uma olhada abaixo do lencol e Tommy viu esse corpo adulto que era a metade do tamanho do seu. Esses seios grandes e essas pernas tao curtas e arqueadas, esses pezinhos quase do tamanho das suas orelhas, essa visao de uma ana nua, foram tomando conta de sua mente e seu corpo, agitando um grau de excitacao sem precedentes em sua vida. Acordou-a e pelos dois minutos seguintes Tommy fez amor com a sua escolhida, sua nova esposa, sua alma gemea.
Seu nome era Ruth e tinha 33 anos. Nascera pobre em uma familia que trabalhava para o circo mas decidira nao seguir a carreira dos pais. Antes de poder sustentar-se porem viveu a existencia cigana dos circences, dormindo em trailers, o cheiro de urina dos animais constante e asqueroso, a nudez e prevaricacao gratuitas, os pequenos furtos e golpes, a falta de confianca constante e mais do que tudo a discriminacao.
Aos dezessete anos foi violentada por Hateem, o engolidor de fogo, ao lado da jaula dos tigres no chao de barro de uma tarde quente. Experimentara dor como nao havia conhecido ate entao, vergonha e humilhacao por nao ser capaz de contar a ninguem pois por essa epoca ja nao mais escondia o desdem que tinha pela vida itinerante que levavam.
Passara aquela semana de cama tomada por uma febre e por uma languidez do corpo que escondia o turbilhao da mente. Exatamente seis dias apos o estupro, Hateem teve que lidar com um fogo que nao era possivel engolir. Seu trailer pegara fogo na madrugada e ele nao conseguira sair a tempo pois a porta estava trancada por fora. Como os bombeiros nao se dao ao trabalho de atender uma chamada no circo e tambem porque nao haviam telefones disponiveis por perto, conseguiram apagar o fogo em um mutirao que utilizou ate mesmo os elefantes mas nao havia mais tempo para salva-lo.
Ruth mudou-se para a cidade grande e conhecera a Jerry, que era um batedor de carteiras no metro. Ficaram juntos por alguns anos ate que o dia em que um policial disfarcado de musico conseguiu pega-lo em flagrante e leva-lo para cadeia. Durante esse tempo trabalhou qualquer trabalho disponivel, lavava roupas ou limpava casas, passando as tardes na esquina com outras mulheres que esperavam pelas madames passar com seus carros e oferecer-lhes servico. Era sempre a ultima a ser escolhida. Era sempre enganada.
E comecara a beber.
Quando conheceu Tommy ja havia tido todo o tipo de desilusoes e estava tomando um porre para esquecer os mau-tratos de mais um dia limpando essa casa em que a dona tinha um prazer sadico em humilha-la. Claro que ela ja havia queimado o melhor vestido da patroa com o passando-o e que o fizera-o propositalmente. Tambem entupira o vaso sanitario colocando dois rolos de papel higienico e puxando a descarga mas por mais que buscasse vinganca, pior a madame tratava-a e pior ela sentia-se.
Na manha seguinte, nao lembrava quem era o homem que estava penetrando-lhe com furor e rosnando com seu halito nojento e sua boca sem dentes. Nao era novidade. Mais de uma vez acordara com estranhos. Porem eles geralmente saiam antes que ela acordasse nao sem nao maior parte das vezes roubar-lhe a bolsa ou as roupas.
Seu romance era aquele dos desiludidos. Tommy leva-a para sopa dos pobres, pulavam a cerca do zoologico, eram barrados em muitos lugares mas isso ja nao era novidade. Transavan como coelhos em qualquer banheiro imundo, passavam noites bebendo no parque, vomitando frente a frente, espremendo as espinhas que teimavam em aparecer em seus rostos e costas, enfim, estam em um nivel de intimidade sem precedentes.
Morando nos suburbios, precisavam pegar onibus e metros para ir trabalhar e certa noite voltando para casa na saida do metro, um mendigo tentou roubar-lhes com uma faca de cozinha. Tommy ainda tentou dizer-lhe que nao tinham nada mas antes de terminar sua desculpa a faca ja havia penetrado o pescoco de Ruth que caira ao chao e rolara nas escadas. Depois disso, tudo e automatico: as lagrimas que vem aos olhos, a descarga de raiva, o breve rolar dos corpos em luta, a tomada da faca e as quarenta e tres punhaladas do estomago ate a face desferidas em segundos, ate que ofegante e com as roupas ensanguentadas volta-se para o corpo minusculo e moribundo de sua amada, carregando-a aos ombros, a intervencao da policia, a viagem na ambulancia e depois o vazio.
Tommy colocou um terno que lhe fora doado por uma assistente social para assistir sua alma gemea ser enterrada em uma vala comum, somente ele e mais dois bebados da taberna como testemunhas da despedida de uma alma que nascera para ser infeliz.
Os meses seguintes so nao foram piores que os os meses posteriores ao enfarte de sua mae quando ele tinha dez anos e a fuga de seu pai que resultou em sua ida para o orfanato, mas a dor era a mesma: mais uma perda em uma vida sem ganhos.
Tem mais...
Tommy matou um homem 23 anos atras. Nunca serviu pena pelo crime. Nunca esqueceu o rosto contorcido e a poca de sangue na calcada tampouco.
Mas vejamos o comeco: Tommy tem vinte e poucos anos e ja anda com as roupas sujas dia e noite porque esta trabalhando com demolicoes e nao vale a pena lavar as roupas se elas vao estar imundas em cinco minutos de trabalho e alem do mais o pessoal dessa taberna que ele frequenta diariamente gastando todo seu salario em bebida, cigarros, cartas, cavalos e prostitutas nao importa-se. Nao que ele tenha tanto dinheiro para satisfazer todos seus vicios na mesma noite, geralmente contenta-se com alcool e um baseado. Em uma noite como qualquer outra noite daquele ano Tommy fumou demais e bebeu demais e acordou em uma cama que nao era a sua. O rosto da mulher a sua frente que ainda dormia era estranho: a cabeca era quase do tamanho da sua mas os bracos e as maos eram como se fossem de um bebe. Uma olhada abaixo do lencol e Tommy viu esse corpo adulto que era a metade do tamanho do seu. Esses seios grandes e essas pernas tao curtas e arqueadas, esses pezinhos quase do tamanho das suas orelhas, essa visao de uma ana nua, foram tomando conta de sua mente e seu corpo, agitando um grau de excitacao sem precedentes em sua vida. Acordou-a e pelos dois minutos seguintes Tommy fez amor com a sua escolhida, sua nova esposa, sua alma gemea.
Seu nome era Ruth e tinha 33 anos. Nascera pobre em uma familia que trabalhava para o circo mas decidira nao seguir a carreira dos pais. Antes de poder sustentar-se porem viveu a existencia cigana dos circences, dormindo em trailers, o cheiro de urina dos animais constante e asqueroso, a nudez e prevaricacao gratuitas, os pequenos furtos e golpes, a falta de confianca constante e mais do que tudo a discriminacao.
Aos dezessete anos foi violentada por Hateem, o engolidor de fogo, ao lado da jaula dos tigres no chao de barro de uma tarde quente. Experimentara dor como nao havia conhecido ate entao, vergonha e humilhacao por nao ser capaz de contar a ninguem pois por essa epoca ja nao mais escondia o desdem que tinha pela vida itinerante que levavam.
Passara aquela semana de cama tomada por uma febre e por uma languidez do corpo que escondia o turbilhao da mente. Exatamente seis dias apos o estupro, Hateem teve que lidar com um fogo que nao era possivel engolir. Seu trailer pegara fogo na madrugada e ele nao conseguira sair a tempo pois a porta estava trancada por fora. Como os bombeiros nao se dao ao trabalho de atender uma chamada no circo e tambem porque nao haviam telefones disponiveis por perto, conseguiram apagar o fogo em um mutirao que utilizou ate mesmo os elefantes mas nao havia mais tempo para salva-lo.
Ruth mudou-se para a cidade grande e conhecera a Jerry, que era um batedor de carteiras no metro. Ficaram juntos por alguns anos ate que o dia em que um policial disfarcado de musico conseguiu pega-lo em flagrante e leva-lo para cadeia. Durante esse tempo trabalhou qualquer trabalho disponivel, lavava roupas ou limpava casas, passando as tardes na esquina com outras mulheres que esperavam pelas madames passar com seus carros e oferecer-lhes servico. Era sempre a ultima a ser escolhida. Era sempre enganada.
E comecara a beber.
Quando conheceu Tommy ja havia tido todo o tipo de desilusoes e estava tomando um porre para esquecer os mau-tratos de mais um dia limpando essa casa em que a dona tinha um prazer sadico em humilha-la. Claro que ela ja havia queimado o melhor vestido da patroa com o passando-o e que o fizera-o propositalmente. Tambem entupira o vaso sanitario colocando dois rolos de papel higienico e puxando a descarga mas por mais que buscasse vinganca, pior a madame tratava-a e pior ela sentia-se.
Na manha seguinte, nao lembrava quem era o homem que estava penetrando-lhe com furor e rosnando com seu halito nojento e sua boca sem dentes. Nao era novidade. Mais de uma vez acordara com estranhos. Porem eles geralmente saiam antes que ela acordasse nao sem nao maior parte das vezes roubar-lhe a bolsa ou as roupas.
Seu romance era aquele dos desiludidos. Tommy leva-a para sopa dos pobres, pulavam a cerca do zoologico, eram barrados em muitos lugares mas isso ja nao era novidade. Transavan como coelhos em qualquer banheiro imundo, passavam noites bebendo no parque, vomitando frente a frente, espremendo as espinhas que teimavam em aparecer em seus rostos e costas, enfim, estam em um nivel de intimidade sem precedentes.
Morando nos suburbios, precisavam pegar onibus e metros para ir trabalhar e certa noite voltando para casa na saida do metro, um mendigo tentou roubar-lhes com uma faca de cozinha. Tommy ainda tentou dizer-lhe que nao tinham nada mas antes de terminar sua desculpa a faca ja havia penetrado o pescoco de Ruth que caira ao chao e rolara nas escadas. Depois disso, tudo e automatico: as lagrimas que vem aos olhos, a descarga de raiva, o breve rolar dos corpos em luta, a tomada da faca e as quarenta e tres punhaladas do estomago ate a face desferidas em segundos, ate que ofegante e com as roupas ensanguentadas volta-se para o corpo minusculo e moribundo de sua amada, carregando-a aos ombros, a intervencao da policia, a viagem na ambulancia e depois o vazio.
Tommy colocou um terno que lhe fora doado por uma assistente social para assistir sua alma gemea ser enterrada em uma vala comum, somente ele e mais dois bebados da taberna como testemunhas da despedida de uma alma que nascera para ser infeliz.
Os meses seguintes so nao foram piores que os os meses posteriores ao enfarte de sua mae quando ele tinha dez anos e a fuga de seu pai que resultou em sua ida para o orfanato, mas a dor era a mesma: mais uma perda em uma vida sem ganhos.
Tem mais...
segunda-feira, janeiro 14, 2002
Semana nova, desgraca nova. Nunca acaba, so fica pior...
Rachel chegou mais cedo que os seus pais naquele dia. Cory que aquelas alturas ja estava em um estado quase normal apos ter brincado como um moleque pela casa, foi suficientemente sabio para esconder-se e pega-la de surpresa. Nao houve troca de palavras, nao houveram gritos, um golpe na cara e outro no estomago e Rachel ja estava com os joelhos ao chao cuspindo sangue. Ele tirara-lhe o ar dos pulmoes com o murro. Quando recuperou-se ja estava com as maos atadas com o fio da televisao(ele havia cortado todos) e a boca cheia com uma bola de meia.
Cory a espancou, penetrou, cuspiu e chamou-a de todos os nomes possiveis, contou o quanto a desprezava e que os anos nao haviam feito-lhe bem, que crescera uma mulher feia, que mataria aos seus pais e que depois poria fogo na casa, mas que a manteria viva para assistir a tudo.
Por tres horas Rachel foi vitimada por um homem que tinha unhas compridas e negras de graxa e terra, com um halito de esgoto, dentes podres, pele e cabelos sebosos e sujos, com feridas e cicatrizes mas que sabia seu nome e a culpava por seu atual estado.
Nao fosse por a mae de Rachel estar tendo um caso com o limpador da piscina e chegar antes do previsto teria matado-a por nao perceber o quanto havia maltratado-a. Porem por mais uma dessas ironias sua mae e o amante estavam entrando na casa para uma rapida transa no meio tarde igual a tantas outras que ja haviam tido quando depararam-se com a cena acima descrita. Em um impulso de coragem o limpador de piscinas chutou Cory como se fosse uma bola de futebol ate quebrar o pe enquanto a mae apos chamar a policia e vendo o assaltante que ate entao nao havia reconhecido posto fora de combate pos-se a ajudar a Rachel que aquela altura ja nao tinha mais lagrimas para chorar.
Foram cinco semanas no hospital. Inumeras conversas com psicologos, policiais, advogados, revivendo as mesmas dores e os mesmos insultos dia apos dia contando a historia de sua humilhacao, da sordidez de Cory a qualquer estranho que tivesse um cracha ou distintivo, qualquer estranho de uniforme ou terno porque era tudo para o bem dela diziam eles e nessas semanas o rancor era tanto por perceber que a culpa nao era sua, que havia desperdicado todos esses anos, que havia evitado garotos lindos e educados e que gostavam ou eram atraidos por ela por todo esse tempo para perder a sua sagrada virgindade para a pessoa que ela mais desprezava no mundo.
Apos liberada mudou-se para New York e passou a viver por conta propria. Tornara-se um pouco mais sociavel, fumava maconha todos os dias, cheirava muita cocaina e ainda nao saia com rapazes ate que certa noite em uma festa apos tomar acido e estar viajando por algumas horas resolveu esconder-se dentro do closet do quarto e la ficou. Enquanto ela estava la dentro, sua melhor amiga entrou no quarto com o dono da festa para uma transa rapida e Rachel pela primeira vez presenciou uma relacao em que ambos os participantes queriam um ao outro e apesar de nao ser a coisa mais romantica do mundo, apenas dois bebados esfregando-se em cima da cama, ele com a calca ate os joelhos e os sapatos para fora da cama, ela com a saia levantada sobre a barriga e a calcinha posta para o lado e Rachel estar assistindo a tudo isso por uma fresta do armario, saindo de sete horas de alucinacao, decidiu que era hora de comecar a amar.
Atualmente esta namorando o mesmo homem a oito meses.Chama-se Derek e conheceram-se no trabalho de Rachel. Ela e uma dominatrix em um porao sadomasoquista. Derek aparecera a mais de um ano atras, vestindo sua sunga de couro, sua coleira e adorava ser espancado. Rachel jogava um vibrador na outra ponta do quarto e fazia-lhe engatinhar e traze-lo de volta na boca. Enquanto engatinhava era chamado de todos os mais sujos improperios e tinha todos os seus defeitos fisicos apontados por ela que chicoteava-o caso demorasse muito ou nao lambesse o bico das botas corretamente.
Comecaram a sair e apesar do fato de Derek ser casado, veem-se com frequencia dentro e fora do trabalho apesar de fazerem as mesmas coisas nao importa onde estao.
Final meio feliz, so para mudar um pouco...
Semana que vem tem mais...
Rachel chegou mais cedo que os seus pais naquele dia. Cory que aquelas alturas ja estava em um estado quase normal apos ter brincado como um moleque pela casa, foi suficientemente sabio para esconder-se e pega-la de surpresa. Nao houve troca de palavras, nao houveram gritos, um golpe na cara e outro no estomago e Rachel ja estava com os joelhos ao chao cuspindo sangue. Ele tirara-lhe o ar dos pulmoes com o murro. Quando recuperou-se ja estava com as maos atadas com o fio da televisao(ele havia cortado todos) e a boca cheia com uma bola de meia.
Cory a espancou, penetrou, cuspiu e chamou-a de todos os nomes possiveis, contou o quanto a desprezava e que os anos nao haviam feito-lhe bem, que crescera uma mulher feia, que mataria aos seus pais e que depois poria fogo na casa, mas que a manteria viva para assistir a tudo.
Por tres horas Rachel foi vitimada por um homem que tinha unhas compridas e negras de graxa e terra, com um halito de esgoto, dentes podres, pele e cabelos sebosos e sujos, com feridas e cicatrizes mas que sabia seu nome e a culpava por seu atual estado.
Nao fosse por a mae de Rachel estar tendo um caso com o limpador da piscina e chegar antes do previsto teria matado-a por nao perceber o quanto havia maltratado-a. Porem por mais uma dessas ironias sua mae e o amante estavam entrando na casa para uma rapida transa no meio tarde igual a tantas outras que ja haviam tido quando depararam-se com a cena acima descrita. Em um impulso de coragem o limpador de piscinas chutou Cory como se fosse uma bola de futebol ate quebrar o pe enquanto a mae apos chamar a policia e vendo o assaltante que ate entao nao havia reconhecido posto fora de combate pos-se a ajudar a Rachel que aquela altura ja nao tinha mais lagrimas para chorar.
Foram cinco semanas no hospital. Inumeras conversas com psicologos, policiais, advogados, revivendo as mesmas dores e os mesmos insultos dia apos dia contando a historia de sua humilhacao, da sordidez de Cory a qualquer estranho que tivesse um cracha ou distintivo, qualquer estranho de uniforme ou terno porque era tudo para o bem dela diziam eles e nessas semanas o rancor era tanto por perceber que a culpa nao era sua, que havia desperdicado todos esses anos, que havia evitado garotos lindos e educados e que gostavam ou eram atraidos por ela por todo esse tempo para perder a sua sagrada virgindade para a pessoa que ela mais desprezava no mundo.
Apos liberada mudou-se para New York e passou a viver por conta propria. Tornara-se um pouco mais sociavel, fumava maconha todos os dias, cheirava muita cocaina e ainda nao saia com rapazes ate que certa noite em uma festa apos tomar acido e estar viajando por algumas horas resolveu esconder-se dentro do closet do quarto e la ficou. Enquanto ela estava la dentro, sua melhor amiga entrou no quarto com o dono da festa para uma transa rapida e Rachel pela primeira vez presenciou uma relacao em que ambos os participantes queriam um ao outro e apesar de nao ser a coisa mais romantica do mundo, apenas dois bebados esfregando-se em cima da cama, ele com a calca ate os joelhos e os sapatos para fora da cama, ela com a saia levantada sobre a barriga e a calcinha posta para o lado e Rachel estar assistindo a tudo isso por uma fresta do armario, saindo de sete horas de alucinacao, decidiu que era hora de comecar a amar.
Atualmente esta namorando o mesmo homem a oito meses.Chama-se Derek e conheceram-se no trabalho de Rachel. Ela e uma dominatrix em um porao sadomasoquista. Derek aparecera a mais de um ano atras, vestindo sua sunga de couro, sua coleira e adorava ser espancado. Rachel jogava um vibrador na outra ponta do quarto e fazia-lhe engatinhar e traze-lo de volta na boca. Enquanto engatinhava era chamado de todos os mais sujos improperios e tinha todos os seus defeitos fisicos apontados por ela que chicoteava-o caso demorasse muito ou nao lambesse o bico das botas corretamente.
Comecaram a sair e apesar do fato de Derek ser casado, veem-se com frequencia dentro e fora do trabalho apesar de fazerem as mesmas coisas nao importa onde estao.
Final meio feliz, so para mudar um pouco...
Semana que vem tem mais...
segunda-feira, janeiro 07, 2002
Que tal falar sobre as pessoas jovens e sem futuro? Ou sobre as fantasias obscuras que temos mas que nunca fazemos nada a respeito?
O ponto surgiu-me quando recentemente encontrei Rachel as seis da manha nesse restaurante ucraniano e ela estava chegando do trabalho. Conversamos por quase duas horas porque eu havia esquecido o quao fascinante e a vida dessa mulher.
Ela tem 27 anos, um metro de noventa, e raspa a cabeca regularmente mas agora com o frio deixou um pouco de cabelo. Os olhos sao azuis e as orelhas como em qualquer pessoa careca, chamam atencao. Anda vestida com trapos que compra em brechos, sempre de tenis e sempre drogada. Sua ultima fissura e por ecstasy e por isso passa dias em raves tomando um comprimido atras do outro e bebendo galoes de agua.
Aos oito anos o vizinho que deveria ser o baba por aquela noite, disse-lhe que ela deveria lamber seu penis porque o gosto era o mesmo de banana split. Obviamente ela assim o fez e pelos dois meses seguintes esse e outro tipo de abusos seguiram-se na ausencia e ignorancia de seus pais. As coisas comecaram a desandar quando ela resolveu provar o sabor do “sorvete” do seu pai. Escandalizado, ele perguntou-lhe de onde tirara tal ideia e dai por diante foi tudo uma sequencia de situacoes estressantes, embaracosas e por fim perigosas.
Fora de si, o pai pegou a pistola e foi a casa do baba disposto a matar-lo. Sua esposa embora cheia de furia mas com um pouco mais de senso chamou a policia que conseguiu evitar o que seria uma tragedia na epoca mas se pudesse prever o futuro talvez fosse a melhor coisa a ser feita.
Cory o baba, foi julgado e condenado a uma duzia de anos na cadeia onde era estuprado com regularidade exemplar. Virara a namoradinha de todos os detentos mais fortes e melhor posicionados que ele, passando noites em claro, apavorado e com dor, malnutrido e maltratado um adolescente de futuro era agora um poco de autodesprezo, suicida e drogado.
Enquanto isso, Rachel e sua familia seguem fazendo terapia tentando tirar da cabeca da pobre menina e depois adolescente que a culpa era dele e nao dela. Seus pesadelos continuavam e um sorriso nao saiu de seus labios por anos,durante a infancia e adolescencia nao envolveu-se com garotos ate os 16 anos e assim mesmo em circunstacias que merecem ser melhor descritas mais adiante. Basta saber que ate entao nunca beijara, ou saira de maos dadas com nenhum outro colega. Nao que sua relacao com as colegas do mesmo sexo fossem melhores, ela era sempre aparte e reservada, vivendo em seu mundo de culpa e arrependimento mas ainda passivel de recuperacao.
Eventualmente Cory foi posto em liberdade condicional e a sua vida tambem ja nao podia ser a mesma. E se naquele dia em que ele cruzou os portoes da penitenciaria e colocou os pes na rua andando em direcao a parada de onibus Cory e Rachel tinham alguma coisa em comum, essa coisa era os dois culparem a Rachel pelos seus infortunios.
Partindo dai o passo mais provavel para ele era arquitetar uma vinganca mirabolante que poria em termos seus sofrimentos com os dessa mocinha boca grande que lhe havia posto na cadeia e feito-lhe perder os melhores anos de sua vida.
Todavia no dia em que iria colocar seu plano em acao Cory encontrou com Luke, um dos poucos amigos que teve no carcere e este conseguiu-lhe a maior pedra de crack que ele ja vira. Imediatamente fumando-a Cory seguiu para a execucao de seu plano que a essa altura ja nao estava mais muito certo qual era. Com mais sorte do que pericia, ele consegue entrar na casa em torno das nove da manha mas descobre que todos ja haviam saido. Mais tarde ele recorda-se que isso fazia parte dos seus planos.
Com horas para gastar pois o seu plano original era vinganca fisica e nao material, Cory decide juntar o util ao desagradavel e detonar com a casa. Primeiramente na cozinha ele abriu todos os enlatados da despensa colocando seu conteudo no estofamento dos sofas. Feito isso ele urinou em todas as escovas de dente e colocou-as de volta aos seus devidos lugares, cortou todas as fotos pela metade e jogou alvejante em todas as roupas coloridas da casa. Colocou azeite no aquario e fez o gato beber gasolina que ele tirara do carro reserva e que apos esvaziar o tanque enchera-o com coca cola e leite. Jogou agua de bateria nas roseiras, colocou lampadas dentro das capas dos travesseiros e pregou todos os sapatos e chinelos ao piso.
Rachel fora a primeir a chegar em casa naquele dia...
Quer saber como acaba?
Continua na semana que vem...
O ponto surgiu-me quando recentemente encontrei Rachel as seis da manha nesse restaurante ucraniano e ela estava chegando do trabalho. Conversamos por quase duas horas porque eu havia esquecido o quao fascinante e a vida dessa mulher.
Ela tem 27 anos, um metro de noventa, e raspa a cabeca regularmente mas agora com o frio deixou um pouco de cabelo. Os olhos sao azuis e as orelhas como em qualquer pessoa careca, chamam atencao. Anda vestida com trapos que compra em brechos, sempre de tenis e sempre drogada. Sua ultima fissura e por ecstasy e por isso passa dias em raves tomando um comprimido atras do outro e bebendo galoes de agua.
Aos oito anos o vizinho que deveria ser o baba por aquela noite, disse-lhe que ela deveria lamber seu penis porque o gosto era o mesmo de banana split. Obviamente ela assim o fez e pelos dois meses seguintes esse e outro tipo de abusos seguiram-se na ausencia e ignorancia de seus pais. As coisas comecaram a desandar quando ela resolveu provar o sabor do “sorvete” do seu pai. Escandalizado, ele perguntou-lhe de onde tirara tal ideia e dai por diante foi tudo uma sequencia de situacoes estressantes, embaracosas e por fim perigosas.
Fora de si, o pai pegou a pistola e foi a casa do baba disposto a matar-lo. Sua esposa embora cheia de furia mas com um pouco mais de senso chamou a policia que conseguiu evitar o que seria uma tragedia na epoca mas se pudesse prever o futuro talvez fosse a melhor coisa a ser feita.
Cory o baba, foi julgado e condenado a uma duzia de anos na cadeia onde era estuprado com regularidade exemplar. Virara a namoradinha de todos os detentos mais fortes e melhor posicionados que ele, passando noites em claro, apavorado e com dor, malnutrido e maltratado um adolescente de futuro era agora um poco de autodesprezo, suicida e drogado.
Enquanto isso, Rachel e sua familia seguem fazendo terapia tentando tirar da cabeca da pobre menina e depois adolescente que a culpa era dele e nao dela. Seus pesadelos continuavam e um sorriso nao saiu de seus labios por anos,durante a infancia e adolescencia nao envolveu-se com garotos ate os 16 anos e assim mesmo em circunstacias que merecem ser melhor descritas mais adiante. Basta saber que ate entao nunca beijara, ou saira de maos dadas com nenhum outro colega. Nao que sua relacao com as colegas do mesmo sexo fossem melhores, ela era sempre aparte e reservada, vivendo em seu mundo de culpa e arrependimento mas ainda passivel de recuperacao.
Eventualmente Cory foi posto em liberdade condicional e a sua vida tambem ja nao podia ser a mesma. E se naquele dia em que ele cruzou os portoes da penitenciaria e colocou os pes na rua andando em direcao a parada de onibus Cory e Rachel tinham alguma coisa em comum, essa coisa era os dois culparem a Rachel pelos seus infortunios.
Partindo dai o passo mais provavel para ele era arquitetar uma vinganca mirabolante que poria em termos seus sofrimentos com os dessa mocinha boca grande que lhe havia posto na cadeia e feito-lhe perder os melhores anos de sua vida.
Todavia no dia em que iria colocar seu plano em acao Cory encontrou com Luke, um dos poucos amigos que teve no carcere e este conseguiu-lhe a maior pedra de crack que ele ja vira. Imediatamente fumando-a Cory seguiu para a execucao de seu plano que a essa altura ja nao estava mais muito certo qual era. Com mais sorte do que pericia, ele consegue entrar na casa em torno das nove da manha mas descobre que todos ja haviam saido. Mais tarde ele recorda-se que isso fazia parte dos seus planos.
Com horas para gastar pois o seu plano original era vinganca fisica e nao material, Cory decide juntar o util ao desagradavel e detonar com a casa. Primeiramente na cozinha ele abriu todos os enlatados da despensa colocando seu conteudo no estofamento dos sofas. Feito isso ele urinou em todas as escovas de dente e colocou-as de volta aos seus devidos lugares, cortou todas as fotos pela metade e jogou alvejante em todas as roupas coloridas da casa. Colocou azeite no aquario e fez o gato beber gasolina que ele tirara do carro reserva e que apos esvaziar o tanque enchera-o com coca cola e leite. Jogou agua de bateria nas roseiras, colocou lampadas dentro das capas dos travesseiros e pregou todos os sapatos e chinelos ao piso.
Rachel fora a primeir a chegar em casa naquele dia...
Quer saber como acaba?
Continua na semana que vem...
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